quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Racionamento de água em Tangará: o povo será penalizado pela incompetência administrativa?

E mais uma vez o povo de Tangará da Serra enfrenta a infeliz realidade do racionamento de água. A exemplo do ano passado, o prefeito Fábio Junqueira (PMDB) e o diretor do Samae Wesley Torres emitiram decreto determinando o racionamento de água tratada no município por prazo indeterminado para residências, indústrias e comércios.

Para completar, o Governo Municipal ainda decretou estado de emergência. Será que a situação é grave?

Ocorre que em 2016, a crise é ainda pior do que em 2015. O fato notório já que no ano passado o racionamento começou somente em outubro. Este ano, tão grave é a situação que o Governo Municipal resolveu antecipar o racionamento para agosto.

Mas por que racionar água em Tangará da Serra, cidade cravada no meio de uma das principais bacias hidrográficas de Mato Grosso? Há quem diga que isso é fruto da incompetência administrativa, total falta de inteligência gestora e falta de planejamento em curto, médio e longo prazo.

O fantasma do racionamento já bate à porta dos tangaraenses há vários anos e a gestão pública da água, sob o comando de Junqueira e Torres, não deu a devida importância para a situação. Resultado? O povo vai ter que pagar a conta, não é mesmo?

E de fato, a população vai ter que pagar a conta.

Além de pagar um absurdo pela água que consome desde o ano passado quando Junqueira aumentou o preço da tarifa em 31,18%, agora os tangaraenses poderão ser até multados.

Economizar água é importante e deve ser da natureza humana, mas por que o povo tem que ser penalizado? É culpa da população a inércia da gestão pública diante de uma situação que já vinha sendo anunciada?

O orçamento do Samae cresceu consideravelmente desde o reajuste de Junqueira em 2015 e não há mais desculpas para faltar água. Aumentou a arrecadação, mas por que não houve investimentos no setor? E se houve não foram suficientes. 

Quando em 2015, ao defender o reajuste da água, o prefeito Fábio afirmou que com mais orçamento seria possível melhorar o sistema de captação e abastecimento de água, porém, parece que piorou, já que o racionamento este ano começou 45 dias mais cedo.

O Samae hoje possui uma gestão extintor de incêndio...só resolve problemas pontuais, sem planejar a resolutividade permanente ou a longo prazo da situação.

E não adianta dizer que o problema está sendo resolvido. Se começaram a resolver, foi um pouco tarde e o povo não pode pagar essa conta pela incompetência de uma gestão.


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